Mil novecentos e trinta e um. Foi no dia vinte de fevereiro deste mesmo ano que nasceu uma das pessoas mais importantes da minha vida e é com água nos olhos que discorro sobre essa pessoa maravilhosa que é meu avô, José de Carvalho.
Rapaz humilde e cheio de disposição, nasceu no sítio e foi criado no interior, aprendeu o desapego compartilhando tudo com seus oito irmãos, do qual ele, como primogênito, ajudou a cuidar, pois ainda jovem perdeu seu pai.
Saiu do interior para a cidade grande, foi servir ao exército, foi motorista do general Lote, o qual enche a boca ara dizer que este não teria renunciado ao cargo de presidente.
Amante da ditadora militar, diz que é assim que caminha a humanidade,através de regras e repreensões para os rebeldes e desobedientes que ousarem ir contra as leis.
Deixou o exército para voltar ao interior, foi trabalhar como torneiro mecânico e em pouco tempo passou a fazer o que realmente gostava, cuidar de gado.
Foi em mil novecentos e cinquenta e seis que se casou com minha querida avó, Hilda, e teve seus quatro filhos, aos quais sempre disse que queria ser o pai que nunca teve (e cumpriu).
De seus quatro filhos nasceram seus sete netos, as quais ele insiste para que o chame de tio, zela como pai e não permite ao menos uma bronca paternal, além de cobrar estudo e caráter de cada um deles.
Há menos de um ano ganhou duas bisnetas de presente, com apenas 10 dias de diferença uma da outra, apesar do diálogo inexistente ele as trata como adultas racionais e demonstra todo seu carinho e amor por elas.
Espero que o ano de dois mil e dez não seja um de seus últimos, pois quando ele se for deixará uma imensa saudade e muitas lembranças boas.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário